domingo, 11 de dezembro de 2016

Morte


A morte é única certeza.  

E o que vem depois dela, é esse astuto mistério.

Logo, tudo o que importa, são todos os fatos que ocorrem no segundo imediatamente anterior ao da nossa morte para trás.

A vida é contada em reverso. Nós somos a soma de todos os fatores que nos levaram ao dia da nossa morte.  Cada erro e acerto, cada momento desfrutado e desperdiçado.

E não acho que devemos temer a morte, mas sim, me apavora a possibilidade de não viver a vida.

A lagarta troca de pele várias vezes antes de conjurar seu casulo, onde sofrerá a metamorfose. Então ela se liberta, e ganha as brisas suaves para que a vida lhe corteje até que suas forças se esvaiam e ela caia ao solo, onde alimentará outros insetos para retornar ao início do ciclo...

Falar sobre o dia final de nossa existência terrena pode parecer mórbido e provocar desconforto na maioria das pessoas. Geralmente não queremos pensar muito sobre isso, estamos ocupados demais deixando a vida passar pelos nossos dedos para nos preocupar com o fato de que um dia, de modo incontestável e com força irrefreável, ela acabará.

Todas as coisas chegam ao fim. Afirmar algo tão óbvio não deveria ser necessário, mas às vezes é preciso que nos lembremos... e nesses momentos, onde nos damos conta de que a vida como a conhecemos não é infinita, podemos então considerar a possibilidade de quem sabe, talvez, aproveitá-la... tentar nos dar o melhor de nós mesmos... fazer todos esses momentos contados em ordem decrescente ter valido à pena...

E nos dar a chance de sermos felizes.

O que você tem feito ultimamente para ser feliz?


Não seria fantástico parar para pensar nisso às vezes... e começar a fazer algo.... 

...sei lá, agora?